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sábado, 21 de agosto de 2010

"Foi rápido. Talvez com um pouco de intensidade. Sim, não se pode negar. Teve intensidade. E erros... Muitos erros.
Foi praticamente um conto de três páginas e muita invenção. Palavras bonitas, desejos secretos, um pouco de paixão, e sol. Sim, o céu simplesmente ficou azul de um dia pro outro, e o sol abriu espaço entre as nuvens, iluminando o cenário. Ainda dava pra sentir aquele cheiro de grama molhada, e quando passava por baixo de uma árvore, alguns pingos adormecidos caiam, para me lembrar que tudo aquilo era muito estranho. Parar de chover assim, de um dia pro outro, num passe de mágica, como era possível? Bobagem, o tempo já estava melhorando. Isso é normal. Foi então que os erros começaram...
Ao não perceber que tudo isso era apenas um conto, fui me deixando levar. Andei pela estradinha, olhando em volta e observando os raios de sol que surgiam por entre as árvores, o céu estava tão azul que me deliciei em sua tonalidade e não prestei atenção nos sinais que a realidade me enviava. Apenas continuei seguindo em frente, procurando por ele. Sim, ele disse que estaria no final da estradinha, me esperando. Sorri para o céu.
Quando já estava perto de meu destino, um pingo de chuva tocou-me o rosto. Não dei bola, por que ele deveria ter caído de seu descanso nas folhas acima de mim. Mas outro caiu, fino e imperceptível. E mais outro. E depois muitos deles.
Comecei a correr. Corria cada vez mais rápido pela estradinha. Meus pés descalços já estavam enlameados, e minha roupa completamente molhada. Alguns fios do meu cabelo grudavam em meu rosto molhado, impedindo-me de ver os obstáculos a frente.
Foi então que caí. Rendendo-me aos avisos da realidade eu caí como nunca, as mãos em frente ao corpo tocaram a terra molhada, escorregaram e me fizeram tombar no chão, completamente desesperançada.
Ergui-me do chão com dificuldade. Olhei em volta. Tudo estava molhado, o sol havia desaparecido e o céu estava cinzento e triste. Voltei a andar, mas agora lentamente, como se pressentisse algo ruim, muito próximo de mim. Desconfiada, olhava para todos os cantos escuros que se destacavam pelo caminho. Tudo estava silencioso.
E por fim, meu coração silenciou, de medo e de incredulidade.
A estrada terminara. Cheguei ao fim dela. Mais um passo e eu cairia no precipício a frente.
Ele não estava me esperando...
Estava chovendo...
Eu não chorei...
Apenas me virei e fui embora...
Rápido, intenso e cheio de erros."

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